Autor: inbracer

Reabilitação cognitiva digital: benefícios para pacientes e médicos

A reabilitação cognitiva é um recurso terapêutico importante para pacientes com alterações em memória, atenção, linguagem, velocidade de processamento, planejamento, organização e funções executivas. Em contextos neurológicos e psiquiátricos, pode contribuir para ganhos funcionais, maior autonomia e melhor adaptação às demandas da rotina. Com o uso de recursos digitais, esse cuidado ganha novas possibilidades. Plataformas específicas permitem estruturar atividades, acompanhar desempenho, ajustar níveis de dificuldade e registrar dados ao longo do processo terapêutico. Esse modelo não substitui a avaliação clínica nem a condução profissional, mas pode tornar a intervenção mais mensurável, dinâmica e personalizada.

O que é reabilitação cognitiva digital?

A reabilitação cognitiva digital utiliza plataformas e softwares para apoiar o treino e a estimulação de funções cognitivas. Em vez de se limitar a atividades impressas ou exercícios manuais, o profissional pode propor tarefas estruturadas, graduar níveis de complexidade e acompanhar indicadores de desempenho. No Inbracer, esse acompanhamento conta com o apoio da NeuronUP, plataforma digital voltada à reabilitação e estimulação cognitiva, utilizada para organizar atividades, acompanhar a evolução e adaptar os exercícios de acordo com os objetivos terapêuticos. A modalidade pode ser aplicada presencialmente ou online, conforme o perfil do paciente, os objetivos terapêuticos e a indicação clínica. A principal diferença está na possibilidade de transformar parte do processo terapêutico em dados acompanháveis, como tempo de resposta, acertos, erros, evolução por tarefa, adesão e desempenho em diferentes domínios cognitivos.  

Benefícios para o paciente

Atividades mais estruturadas e graduadas

A reabilitação cognitiva digital permite organizar atividades de acordo com o nível atual de desempenho do paciente. Isso favorece uma progressão mais controlada, evitando exercícios excessivamente simples ou tarefas desproporcionais à capacidade funcional do momento. Com o apoio da NeuronUP, as atividades podem ser selecionadas e ajustadas conforme as funções cognitivas trabalhadas e a evolução observada ao longo do acompanhamento.

Maior engajamento no processo terapêutico

Plataformas digitais podem tornar o processo mais interativo, com atividades visuais, feedbacks imediatos e metas progressivas. Para muitos pacientes, isso contribui para maior envolvimento com as sessões e melhor compreensão do próprio desempenho.

Atendimento presencial ou online

A flexibilidade também é um benefício relevante. Em muitos casos, a reabilitação cognitiva digital pode ser realizada presencialmente ou em formato online, ampliando o acesso ao cuidado para pacientes com limitações de deslocamento, rotina restrita ou necessidade de acompanhamento mais contínuo.

Acompanhamento mais claro da evolução

Relatórios, indicadores e feedbacks ajudam a demonstrar avanços, dificuldades persistentes e áreas que exigem maior atenção. Isso pode contribuir para alinhar expectativas entre paciente, família e equipe, especialmente porque a evolução em reabilitação cognitiva nem sempre é linear.

Benefícios para médicos e profissionais de saúde

Além dos ganhos para o paciente, a reabilitação cognitiva digital oferece vantagens importantes para médicos, psicólogos, neuropsicólogos, psiquiatras, neurologistas e demais profissionais envolvidos no cuidado.

Monitoramento de evolução

O formato digital permite acompanhar o desempenho do paciente com maior regularidade. O profissional pode observar padrões de melhora ou dificuldade, verificar adesão ao tratamento e ajustar a intervenção de acordo com o progresso registrado. Na prática clínica, isso oferece uma visão mais objetiva do percurso terapêutico, complementando o relato do paciente e a observação profissional.

Dados objetivos para apoiar decisões clínicas

A reabilitação cognitiva digital pode gerar informações como:
  • número de atividades realizadas;
  • frequência de participação;
  • tempo de resposta;
  • taxa de acertos e erros;
  • evolução por domínio cognitivo;
  • identificação de tarefas com maior dificuldade.
Esses dados não substituem a avaliação clínica, mas oferecem uma base adicional para discutir evolução, adesão e necessidade de ajustes terapêuticos.

Personalização do cuidado

A reabilitação cognitiva deve considerar diagnóstico, queixa principal, perfil cognitivo, funcionalidade, rotina, escolaridade, motivação e objetivos do paciente. No ambiente digital, com o apoio da NeuronUP, a personalização pode ser favorecida pela escolha de tarefas específicas, pelos ajustes de dificuldade e pelo acompanhamento das respostas individuais. Assim, o plano terapêutico pode ser refinado ao longo do processo.

Complemento terapêutico

Em muitos casos, a reabilitação cognitiva atua como complemento ao tratamento medicamentoso, psicoterápico ou neuropsicológico. Pacientes com quadros neurológicos, psiquiátricos, alterações cognitivas associadas ao envelhecimento ou lesões cerebrais podem se beneficiar de uma abordagem integrada. Para os profissionais de saúde, a modalidade digital pode funcionar como uma extensão estruturada do cuidado, ajudando a acompanhar sintomas cognitivos e funcionais que nem sempre são plenamente abordados em consultas regulares.

Para quais pacientes pode ser indicada?

A indicação deve ser sempre individualizada. De modo geral, a reabilitação cognitiva pode ser considerada para pacientes com queixas ou alterações em:
  • memória;
  • atenção;
  • concentração;
  • funções executivas;
  • planejamento e organização;
  • velocidade de processamento;
  • linguagem;
  • raciocínio;
  • desempenho funcional em atividades da rotina.
Essas demandas podem aparecer em diferentes contextos clínicos, incluindo condições neurológicas, transtornos psiquiátricos, processos de reabilitação após lesões ou quadros em que há impacto cognitivo percebido pelo paciente, pela família ou pela equipe assistente.  

Reabilitação cognitiva digital no Inbracer

No Inbracer o acompanhamento é individualizado e definido após avaliação clínica. As sessões podem ser realizadas presencialmente ou online, com apoio da plataforma digital NeuronUP, permitindo maior estruturação das atividades e monitoramento da evolução. Para profissionais de saúde, esse recurso representa uma alternativa de encaminhamento para pacientes que necessitam de acompanhamento cognitivo direcionado, integrado ao plano terapêutico já em curso. Caso identifique pacientes que possam se beneficiar da reabilitação cognitiva, encaminhe para uma avaliação no Inbracer.
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Como a tecnologia está transformando a reabilitação cognitiva

O avanço das tecnologias digitais vem transformando a forma como a saúde é cuidada, monitorada e tratada. Na reabilitação cognitiva, esses recursos ampliaram as possibilidades terapêuticas, permitindo intervenções mais personalizadas, maior acompanhamento da evolução do paciente e novas formas de acesso ao tratamento.
Neste artigo, explicamos como a tecnologia vem impactando a reabilitação cognitiva, quais são seus benefícios práticos e como ela se integra ao cuidado clínico especializado.

Terapias digitais aplicadas à saúde cognitiva

As terapias digitais utilizam recursos tecnológicos para apoiar intervenções clínicas já consolidadas. Na reabilitação cognitiva, essas soluções permitem estruturar exercícios terapêuticos de forma organizada, progressiva e alinhada às necessidades do paciente.
A tecnologia possibilita maior controle sobre o tipo de estímulo aplicado, a intensidade das atividades e a progressão do tratamento, tornando o processo mais consistente e mensurável. É importante destacar que essas ferramentas não substituem o acompanhamento profissional, mas funcionam como suporte ao cuidado clínico.

Engajamento do paciente no processo terapêutico

Manter o paciente engajado ao longo da reabilitação cognitiva é um dos fatores mais relevantes para o sucesso do tratamento. Abordagens pouco adaptadas ou repetitivas tendem a reduzir a adesão ao longo do tempo.
Com o uso de tecnologia, é possível oferecer atividades mais dinâmicas, variadas e alinhadas ao nível cognitivo de cada paciente. Esse formato favorece o envolvimento, melhora a continuidade do tratamento e contribui para resultados mais consistentes.
Além disso, o acompanhamento estruturado facilita a comunicação com familiares, que passam a compreender melhor o processo terapêutico e a evolução do paciente.

Personalização do tratamento cognitivo com apoio tecnológico

A personalização é um dos principais avanços proporcionados pela tecnologia na reabilitação cognitiva. Plataformas digitais permitem ajustar exercícios, níveis de dificuldade e ritmo das sessões de acordo com o desempenho observado ao longo do tratamento.
Esse modelo possibilita intervenções mais precisas, respeitando limites individuais e estimulando funções cognitivas específicas, como memória, atenção, linguagem e funções executivas. A personalização também contribui para alinhar expectativas de pacientes e familiares, evitando sobrecarga ou frustração.

Tecnologia aplicada à reabilitação cognitiva no Inbracer

O Inbracer integra tecnologia ao cuidado clínico como parte de sua abordagem em reabilitação cognitiva, unindo inovação e rigor assistencial.
Como diferencial, o Inbracer utiliza a plataforma NeuronUP, que permite estruturar sessões personalizadas, acompanhar a evolução do paciente com métricas objetivas e organizar atividades por áreas cognitivas. Essa integração posiciona o Inbracer na linha de frente da inovação em reabilitação cognitiva entre grandes instituições do país, sempre com supervisão profissional.

Atendimento presencial e reabilitação cognitiva online

A tecnologia também ampliou os formatos de atendimento. Além das sessões presenciais, a reabilitação cognitiva online tornou-se uma alternativa viável em muitos casos, mantendo estrutura terapêutica e acompanhamento especializado.
Essa modalidade facilita o acesso ao tratamento para pacientes com dificuldades de deslocamento, rotinas restritas ou que residem em outras localidades. A definição entre atendimento presencial ou online é sempre individualizada, com base em avaliação clínica.

Tecnologia como aliada do cuidado cognitivo

A tecnologia tem papel fundamental na modernização da reabilitação cognitiva, tornando o tratamento mais acessível, estruturado e adaptado às necessidades individuais. Quando integrada ao acompanhamento profissional, contribui para maior engajamento, personalização e clareza na avaliação da evolução do paciente.
No Inbracer, a tecnologia é utilizada como aliada do cuidado, reforçando o compromisso com tratamentos baseados em evidência e foco na qualidade de vida.

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O que é reabilitação cognitiva e para quem é indicada?

Alterações de memória, atenção, linguagem ou raciocínio podem afetar de forma significativa a autonomia e a qualidade de vida de uma pessoa — e também a rotina de seus familiares. A reabilitação cognitiva é uma abordagem terapêutica estruturada que busca lidar com essas dificuldades de maneira planejada, individualizada e baseada em evidências científicas. Neste artigo, explicamos o que é reabilitação cognitiva, para quem ela é indicada, como se diferencia de outros tratamentos e quais benefícios pode oferecer.

O que é reabilitação cognitiva

A reabilitação cognitiva é um tratamento não medicamentoso que utiliza exercícios terapêuticos e estratégias clínicas para estimular, recuperar ou compensar funções cognitivas, como:
  • Memória
  • Atenção e concentração
  • Linguagem
  • Raciocínio
  • Funções executivas (planejamento, organização e tomada de decisão)
O objetivo da reabilitação cognitiva não é apenas melhorar resultados em testes, mas promover ganhos funcionais, ajudando o paciente a lidar melhor com atividades do dia a dia, manter autonomia e preservar qualidade de vida. Esse tipo de tratamento é sempre indicado a partir de avaliação clínica especializada e conduzido por profissionais capacitados.

Para quem a reabilitação cognitiva é indicada

A reabilitação cognitiva pode ser indicada para pessoas que apresentam dificuldades de memória, atenção ou concentração, especialmente quando essas alterações passam a interferir na rotina, no desempenho profissional ou na autonomia no dia a dia. Também é uma abordagem utilizada em casos de transtorno cognitivo leve, ajudando a estimular funções preservadas e a lidar melhor com perdas iniciais. Pacientes com doenças neurológicas, como acidente vascular cerebral (AVC) ou traumatismo craniano, podem se beneficiar da reabilitação cognitiva como parte do processo de recuperação funcional. Da mesma forma, pessoas com doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e outras demências, podem utilizar a reabilitação como estratégia para preservar habilidades, estimular funções cognitivas e manter qualidade de vida pelo maior tempo possível. A reabilitação cognitiva também pode ser indicada em condições psiquiátricas que impactam funções cognitivas, assim como em situações de envelhecimento associado à perda funcional. Além disso, pode ser recomendada para pessoas que desejam estimular ou manter suas funções cognitivas ao longo do tempo, mesmo sem um diagnóstico específico. Em todos os casos, a indicação depende de avaliação individual, considerando o histórico clínico, o grau de comprometimento cognitivo e os objetivos terapêuticos definidos para cada paciente.

Reabilitação cognitiva é diferente de tratamento medicamentoso?

Sim. Embora muitas condições cognitivas sejam acompanhadas com medicamentos, a reabilitação cognitiva atua de forma diferente. O tratamento medicamentoso tem como foco aspectos biológicos e neuroquímicos do funcionamento cerebral, sendo prescrito conforme diagnóstico médico. Já a reabilitação cognitiva, como tratamento não medicamentoso, trabalha diretamente o treino das funções cognitivas, o desenvolvimento de estratégias compensatórias e a adaptação funcional às dificuldades do cotidiano. Essas abordagens não se excluem. Em muitos casos, atuam de forma complementar dentro de um plano terapêutico integrado.

Benefícios comprovados da reabilitação cognitiva

Quando indicada corretamente e realizada com acompanhamento profissional, a reabilitação cognitiva pode oferecer benefícios como:
  • Melhora do desempenho cognitivo em funções específicas
  • Maior autonomia nas atividades diárias
  • Redução do impacto funcional das dificuldades cognitivas
  • Estímulo à neuroplasticidade
  • Maior engajamento do paciente no tratamento
  • Orientação clara para familiares sobre evolução e expectativas
Os resultados variam de acordo com o quadro clínico, o momento de início do tratamento e a adesão ao plano terapêutico.

Reabilitação cognitiva no Inbracer

No Inbracer, a reabilitação cognitiva é realizada com acompanhamento especializado em neurologia e psiquiatria, a partir de avaliação clínica criteriosa e definição de um plano terapêutico individualizado. Como apoio ao tratamento, o Inbracer utiliza a plataforma NeuronUP, que amplia as possibilidades de estímulo cognitivo, permite monitorar a evolução ao longo do tempo e viabiliza sessões presenciais ou online, conforme indicação profissional. A tecnologia é integrada ao cuidado clínico, sempre com foco em funcionalidade, autonomia e qualidade de vida.

Quando procurar uma avaliação cognitiva

Se você ou um familiar apresentam dificuldades cognitivas que interferem na rotina, no trabalho ou na autonomia, buscar uma avaliação especializada em reabilitação cognitiva é um passo importante para entender as possibilidades de cuidado. A orientação profissional permite definir se a reabilitação cognitiva é indicada e qual abordagem é mais adequada para cada caso.

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Sucesso além da fama

Por: Aristóteles Drummond

Correio da Manhã – 05 de junho de 2025

O mundo moderno, digital e midiático, favorece o sentimento de que o sucesso reside nos influenciadores, jogadores de futebol, cantores, políticos, pastores ou personalidades exóticas, seja no campo nacional ou internacional. Mas não é bem assim. No anonimato para o grande público existem homens fundamentais para a humanidade. Nas pesquisas de toda natureza, na própria programação digital, na Medicina e em outras ciências que através dos séculos têm melhorado a qualidade de vida dos povos.

Também merecem relevância aqueles que dedicam tempo ou recursos pessoais para atender os menos favorecidos no anonimato, longe dos holofotes. Homens discretos, como os grandes filantropos do mundo – americanos como Buffett, Bezos, Bill Gates e os do passado nas artes, como Frick, Gulbenkian, Guggenheim. No Brasil, as artes muito devem a Assis Chateaubriand, Guiomar Muniz Sodré, Ciccillo Matarazzo, os Klabin e hoje ao admirável Elie Horn. Curiosamente a maioria é de judeus.

Temos hoje um brasileiro reconhecido como um benfeitor na área da saúde, que, com desprendimento, idealismo e sensibilidade, tem dedicado parte de seu tempo à saúde mental, tendo levado sua experiência a mais de cem países ao longo de décadas.

Trata-se do professor Jorge Alberto Costa e Silva, ilustre filho de Vassouras, que é considerado um dos grandes nomes da psiquiatria moderna, tendo sido diretor da OMS na área e presidente da Associação Internacional de Psiquiatria, além de ter feito trabalhos voluntários para a ONU na África e Ásia.

Este brasileiro de sucesso e reconhecimento internacional presta consultoria aos maiores laboratórios do mundo, estando hoje radicado em Portugal pelas facilidades de deslocamento a outros países, embora mantenha seus vínculos todos no Rio de Janeiro, onde tem consagrada clínica e profere palestras nas universidades, sendo ele mesmo professor emérito aposentado.

A seleção destes homens merece um levantamento e divulgação, mostrando que, apesar do empobrecimento na qualidade de políticos e lideranças em geral, ainda temos um grupo de relevância internacional. Costa e Silva está no patamar de César Lattes, Villa-Lobos e Carlos Chagas na galeria de reconhecimento mundial.

Sim, nós temos craques longe dos palcos e gramados.

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Novidade no Tratamento do Alzheimer: Donanemabe

A ciência acaba de dar mais um passo importante no tratamento da doença: o medicamento donanemabe foi recentemente aprovado em alguns países, incluindo o Brasil, como uma nova opção para tratar o Alzheimer em fase inicial.

O donanemabe é uma medicação que atua diretamente na causa do Alzheimer, e não apenas nos sintomas. Ele age eliminando uma proteína chamada beta-amiloide, que se acumula no cérebro e está associada à progressão da doença. Ao reduzir esse acúmulo, o objetivo é desacelerar o avanço dos sintomas cognitivos, como perda de memória, dificuldades de linguagem e desorientação.
Essa nova medicação é indicada para pessoas que estão nos estágios iniciais do Alzheimer, quando ainda apresentam sintomas leves e conseguem manter certa autonomia. Por isso, o diagnóstico precoce é fundamental para que o tratamento seja eficaz.
Em estudos clínicos, o donanemabe demonstrou retardar a progressão da doença em até 35%, especialmente em pacientes que ainda tinham boa função cognitiva no início do tratamento. Isso pode representar meses a mais de independência e qualidade de vida.
O tratamento é feito por infusão intravenosa mensal, e exige acompanhamento médico rigoroso, incluindo exames de imagem e avaliações neurológicas frequentes, já que alguns efeitos colaterais podem ocorrer, que são monitorados de perto pela equipe médica.

A chegada do donanemabe representa um avanço promissor no tratamento e manejo da doença de Alzheimer.
Embora aprovado pela Anvisa em abril de 2025, o donanemabe ainda não teve seu preço definido no Brasil.

O INBRACER e sua equipe de neurologia monitoram o processo da chegada da medicação ao Brasil para tratamento dos nossos pacientes.

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Luto: um processo humano de dor, amor e transformação

O luto é uma resposta individual, intransferível e natural à perda de alguém significativo. Pode ser sentido além da dor da morte de um ente querido — pode estar presente em separações, mudanças de vida, perdas de ideais ou até mesmo no adoecimento. Trata-se de um processo complexo que envolve reações emocionais, cognitivas, físicas e sociais.

Segundo pesquisadores, o luto é uma transição psicossocial com impacto profundo em todas as esferas da vida. Cada pessoa vivencia essa experiência de forma única, influenciada por construção de vinculos, estilo de apego, suporte social e histórico de respostas de enfrentamento emocional.

Tipos de luto

Além do luto agudo, há outros tipos, como:

  • Luto antecipatório: vivido antes da perda, especialmente em casos de doenças terminais.
  • Luto traumático: associado a perdas violentas, súbitas ou estigmatizadas.
  • Luto não autorizado: perdas que não recebem validação social, como relacionamentos não reconhecidos ou aborto.
  • Luto prolongado: (anteriormente nomeado luto complicado) quando há dificuldades na adaptação à perda, podendo levar ao sofrimento psíquico intenso.

Fatores como o tipo de morte, vínculo com a pessoa perdida, estilo de apego, ausência de suporte emocional e transtorno psiquiátrico anterior influenciam diretamente o curso do luto e o risco de adoecimento.

O processo do luto

O luto não segue uma linha reta. Ele pode ser marcado por movimento oscilatório, segundo o Modelo do Processo Dual (Stroebe & Schut), o enlutado alterna entre dois modos de enfrentamento emocional

  • Orientação para a perda: envolve mergulhar na dor, reviver lembranças e expressar o sofrimento.
  • Orientação para a restauração: movimento voltado para a adaptação à nova realidade, reorganização da vida e criação de novos significados.

Esses movimentos são individuais, naturais  e fazem parte da reconstrução emocional de cada indivíduo após uma perda.

Reações comuns ao luto

É comum que a pessoa enlutada experimente uma variedade de reações, como tristeza, culpa, raiva, medo, desamparo e até sintomas físicos (fadiga, alterações no sono, dores, náuseas). Também é possível que surjam alterações na memória, concentração, sensação de irrealidade, isolamento social ou até percepções sensoriais ligadas à pessoa falecida (como ouvir a voz ou sentir sua presença).

Essas manifestações são respostas ao impacto profundo que a perda causa na mente e no corpo.

Luto, tristeza ou depressão: entenda as diferenças

É comum confundir luto com tristeza profunda ou depressão, mas são conceitos distintos:

  • Luto é uma reação à perda — geralmente de um ente querido — e envolve uma variedade de emoções, como saudade, dor, raiva e até alívio. Pode haver episódios intensos de sofrimento, mas eles costumam ser oscilantes e relacionados à perda em si.
  • Tristeza é uma emoção universal, geralmente passageira, que pode surgir por diversos motivos do cotidiano, mas que não compromete intensamente o funcionamento da vida da pessoa.
  • Depressão, por outro lado, é um transtorno mental que pode ou não estar relacionado a uma perda. Caracteriza-se por humor persistentemente deprimido, perda de interesse por atividades, alteração no sono e apetite, fadiga e, em alguns casos, ideação suicida.

O luto pode evoluir para um quadro depressivo quando o enlutado apresenta sofrimento intenso e quando  a dor não encontra caminhos saudáveis de elaboração — por isso, o acompanhamento profissional se faz necessário.

Como identificar quando o luto se torna mais complexo?

Nem todo luto se resolve com o tempo. Alguns casos evoluem para o que chamamos de luto complicado ou luto traumático, especialmente quando envolvem perdas súbitas, violentas ou sem possibilidade de despedida. Nesses casos, pode haver um adoecimento psíquico que exige intervenção clínica especializada.

O atendimento psiquiátrico pode incluir avaliação diagnóstica, psicoterapia, psicoeducação e, se necessário, tratamento medicamentoso. No Inbracer, esses cuidados são oferecidos com escuta empática, respeito e acolhimento à singularidade do enlutado.

Você não precisa passar por isso sozinho.
O luto pode ser um processo doloroso, mas é possível atravessá-lo com apoio, cuidado e acolhimento. A equipe do Inbracer está aqui para ajudar você no caminho da elaboração e enfrentamento do luto. Fale com a gente pelo e-mail ou WhatsApp.

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Prof. Jorge Alberto Costa e Silva no programa Grandes Mestres, do Canal Médico

Neste programa especial do quadro ‘Grandes Mestres’, temos o privilégio de entrevistar o ilustre Professor Jorge Alberto Costa e Silva, uma referência incontestável na medicina e um dos maiores especialistas em sua área. Com uma carreira de mais de quatro décadas, o Professor Jorge Alberto se destaca não apenas pela profundidade de seu conhecimento, mas também pela maneira única e inspiradora com que transmite suas ideias.

Um dos marcos de sua trajetória foi seu período de atuação na Organização Mundial da Saúde (OMS), onde contribuiu significativamente para o avanço das políticas globais de saúde e bem-estar. Durante seu tempo na OMS, o Professor Jorge Alberto teve a oportunidade de trabalhar ao lado dos maiores especialistas da área, influenciando diretamente iniciativas voltadas à melhoria da saúde pública e ao fortalecimento dos sistemas de saúde mundial. Sua experiência internacional ampliou sua visão sobre os desafios da medicina em uma escala global, tornando-o uma referência no cenário internacional.

Com uma abordagem integrativa, que une o melhor da medicina tradicional com alternativas inovadoras, o Professor Jorge Alberto tem sido um marco no campo da saúde, impactando positivamente a vida de muitos profissionais e pacientes. Seu foco em promover um atendimento mais humanizado e sua capacidade de conectar ciência e bem-estar emocional e físico são características que o tornam um mestre admirado em todo o mundo.

O Professor Jorge Alberto nos presenteia com insights extraordinários sobre a evolução da medicina, os avanços tecnológicos que transformam o cuidado médico e a importância de um tratamento holístico e integrado. Sem dúvida, um encontro imperdível para todos aqueles que buscam compreender as tendências mais relevantes da medicina e as novas fronteiras do cuidado de saúde, sempre com a visão iluminada de um verdadeiro mestre da profissão.

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Você sabe o que é (ou já ouviu falar em) ECOANSIEDADE?

A crise climática impacta não só o meio ambiente, mas também a saúde mental das novas gerações. Eventos extremos, como enchentes e secas, alimentam o sentimento de ecoansiedade, com sintomas de depressão e ansiedade cada vez mais comuns entre os jovens.

A incerteza sobre o futuro do planeta tem causado sintomas de depressão e ansiedade, cada vez mais comuns nos consultórios de psicólogos e psiquiatras. Essa “ecoansiedade” reflete o medo e a angústia com as mudanças climáticas e seus impactos na vida humana e na natureza. Esse estado emocional pode afetar seriamente o bem-estar e a qualidade de vida.

Além dos efeitos emocionais, os jovens estão mudando a forma de viver e planejar o futuro. Muitos estão deixando de lado o estilo workaholic e priorizando um equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, dedicando mais tempo a atividades que tragam bem-estar, sustentabilidade e conexões sociais mais fortes.

Essa mudança de visão também tem levado muitos jovens a repensarem a ideia de ter filhos, preocupados com o futuro do planeta. A incerteza faz com que priorizem viver o presente e busquem experiências significativas agora, em vez de fazer grandes planos de carreira ou investimentos a longo prazo.

É essencial criar espaços para que os jovens compartilhem suas preocupações, pois eles enfrentam desafios que gerações anteriores não viveram. A frustração com a vida, o mercado de trabalho e o futuro incerto está aumentando, e isso precisa ser levado a sério pelos profissionais de saúde mental. Iniciativas comunitárias de sustentabilidade e ações climáticas podem trazer propósito e reduzir o sentimento de impotência. Além disso, políticas que incentivem o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal também são fundamentais para o bem-estar.

A ecoansiedade é um desafio global que precisa de soluções ambientais e atenção aos impactos psicológicos. Validar as experiências das novas gerações ajuda a criar um ambiente de apoio, para que elas se sintam fortalecidas a agir por um futuro melhor.

Se você ou alguém que conhece está passando por isso, o Inbracer pode ajudar, oferecendo suporte especializado para lidar com esses desafios.

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Alzheimer: Reconhecendo os Primeiros Sinais e Cuidando com Amor desde o Início

Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo, caracterizada pela deterioração das funções cognitivas, executivas e comportamentais. Reconhecer os primeiros sinais é crucial para buscar ajuda especializada e melhorar a qualidade de vida do paciente, além de retardar a progressão da doença.

Os primeiros indícios podem ser sutis, mas merecem atenção. A alteração de comportamento, como desinibição excessiva ou agressividade podem ser sinais de degeneração das porções frontais do cérebro, muito observado em demências como a de Alzheimer. A perda de memória recente é outro sinal muito comum, manifestando-se pelo

esquecimento frequente de informações recém-aprendidas, datas importantes ou eventos significativos. Dificuldades em planejar ou resolver problemas também podem surgir, tornando tarefas antes familiares, como manusear finanças ou seguir receitas conhecidas, um desafio. A desorientação no tempo e no espaço é outro sintoma, levando a pessoa a perder-se em locais familiares ou não lembrar como chegou a determinado lugar.

Problemas de linguagem podem se manifestar através da dificuldade em seguir ou participar de conversas, encontrar as palavras certas ou nomear objetos. Há também uma diminuição do julgamento, com tomadas de decisões inadequadas, como negligenciar cuidados pessoais ou fazer compras desnecessárias. O retraimento social é comum, com o afastamento de atividades que antes eram apreciadas, assim como alterações de humor e personalidade, que podem incluir mudanças súbitas de humor, tornando a pessoa confusa, desconfiada, deprimida ou ansiosa.

Para os familiares e cuidadores, é essencial compreender e educar-se sobre a doença para entender as mudanças comportamentais e cognitivas do paciente. A comunicação eficaz torna-se fundamental, utilizando linguagem simples, mantendo contato visual e sendo paciente ao esperar respostas. Estabelecer rotinas pode ajudar a reduzir a ansiedade e a confusão, criando um ambiente previsível. Adaptar a casa para prevenir acidentes, removendo obstáculos e instalando apoios quando necessário, é uma medida importante para garantir a segurança.

Estimular cognitivamente o paciente, incentivando atividades que exercitem o cérebro, como jogos de memória, leitura ou música, pode ser benéfico. Além disso, é vital que os cuidadores cuidem de sua própria saúde física e mental, buscando apoio quando necessário, pois o processo de cuidado pode ser desgastante.

Buscar ajuda precoce é fundamental. Consultas médicas regulares com neurologistas ao notar os primeiros sinais podem fazer a diferença. Profissionais especializados podem realizar avaliações neuropsicológicas detalhadas, e programas de reabilitação neurocognitiva oferecem intervenções terapêuticas que visam manter ou melhorar as funções cognitivas.

A conexão entre neuropediatria, neurologia e reabilitação neurocognitiva é significativa ao compreender o desenvolvimento e o funcionamento do sistema nervoso ao longo da vida. Enquanto a neuropediatria foca no desenvolvimento neurológico desde a infância, a neurologia abrange o diagnóstico e tratamento de doenças neurológicas em todas as idades. A reabilitação neurocognitiva atua como uma ferramenta essencial para recuperar ou compensar funções cognitivas comprometidas, sendo vital no tratamento e até prevenção do Alzheimer.

O diagnóstico precoce possibilita intervenções mais eficazes, melhorando a qualidade de vida do paciente e facilitando o planejamento futuro. A integração entre essas áreas oferece uma abordagem abrangente, garantindo suporte completo desde a identificação dos sintomas até o tratamento contínuo. Se você ou alguém que conhece apresenta sinais compatíveis com o Alzheimer, procure orientação profissional o quanto antes.

Para mais informações ou para agendar uma consulta, entre em contato com o INBRACER.

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Setembro Amarelo: CNN entrevista Dr. Jorge Alberto Costa e Silva sobre Saúde Mental

O presidente do Inbracer, professor Dr. Jorge Alberto Costa e Silva participou do programa CNN Entrevistas em um debate sobre o Setembro Amarelo – campanha de conscientização sobre a importância da saúde mental e a prevenção do suicídio.

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